Nosso Adeus a Antônio Koury, fundador da CBP espumas e colchões

postado em 27 de Abril de 2026 12h23

Faleceu neste domingo, 26, o fundador da CBP, Antônio Assad Mussi Koury, aos 96 anos de idade. O sepultamento será realizado hoje, às 16:30 horas, no Parque das Aléias, em Campinas (SP).

Antônio Assad Mussi Koury construiu uma trajetória que se confunde com o próprio desenvolvimento da indústria de espumas e colchões no Brasil. Nascido em Belém do Pará, dia 13 de junho de 1930, mudou-se ainda jovem para São Paulo, onde se formou em Engenharia Química e encontrou na combinação entre ciência e empreendedorismo o caminho que definiria sua vida.

Foi nos anos 1970 que iniciou suas primeiras experiências com espumas de poliuretano, abrindo caminho para inovações que impactariam diretamente o setor colchoeiro. Em 1975, fundou a Sanko e, poucos anos depois, a Celuplás, empresa que expandiu sua atuação para a produção de colchões e consolidou sua presença industrial.

Mas talvez o capítulo mais simbólico da sua história esteja no início de tudo: máquinas usadas, reformadas na garagem de casa, experimentos feitos em uma bancada simples e a obstinação de quem acreditava que era possível construir algo maior. Foi assim que nasceu seu primeiro pedido - e, com ele, uma trajetória empresarial sólida e respeitada.

Ao longo das décadas, Koury não apenas construiu empresas, mas ajudou a estruturar o próprio setor. Participou da criação de normas técnicas, liderou o movimento que deu origem à ANFEP (Associação Bras. dos Fab. de Esp. e Colchões) e se tornou uma das vozes mais influentes da indústria de poliuretano no país - reconhecimento que lhe rendeu o apelido de “Papa das Espumas do Brasil”. 

Em 2015, foi homenageado pela Abicol como Notável Industrial Colchoeiro, coroando uma vida dedicada ao desenvolvimento, à inovação e ao fortalecimento de toda uma cadeia produtiva.

Mas mais do que títulos, empresas ou conquistas, fica o exemplo. O exemplo de quem começou pequeno, insistiu quando era difícil, construiu com as próprias mãos e deixou marcas que vão muito além dos negócios.

Porque homens como Antônio Koury não apenas passam pela indústria. Eles moldam caminhos, formam gerações e deixam uma presença que continua — silenciosa, mas firme, em cada avanço do setor.

E é por isso que sua história não termina hoje. Ela permanece viva em tudo aquilo que ajudou a construir.

A família emitiu nota de despedida: