Indústria de colchões investe em materiais biodegradáveis
postado em 17 de Março de 2026 14h30
Mais de 25 milhões de colchões são produzidos todos os anos no Brasil, e grande parte deles termina em aterros sanitários após o fim da vida útil. Volumosos e compostos por espumas sintéticas derivadas do petróleo, esses produtos podem levar décadas ou até séculos para se decompor, transformando-se em um desafio crescente para a gestão de resíduos urbanos.
O cenário tem impulsionado mudanças dentro da própria indústria. Fabricantes começam a investir em novas matérias-primas e processos produtivos que permitam reduzir o impacto ambiental tanto na produção quanto no descarte.
Parte dessas soluções será apresentada durante a Yes Móvel Show São Paulo 2026, que acontece entre os dias 16 e 19 de março, em São Paulo. Considerado um dos principais encontros do setor na América Latina, o evento deve reunir mais de 300 marcas expositoras e cerca de 25 mil visitantes nacionais e internacionais interessados em lançamentos e tendências do mercado.
Espumas de origem vegetal
Entre as iniciativas apresentadas na feira está a linha Green Star, da Colchões Castor, desenvolvida com foco em materiais biodegradáveis e matérias-primas de origem vegetal.
A tecnologia substitui parte dos componentes derivados do petróleo utilizados tradicionalmente na produção de espumas por compostos de base vegetal. O objetivo é reduzir o impacto ambiental do produto ao longo de todo o ciclo de vida.
O desenvolvimento também inclui o uso de tecidos naturais, como o OrganiCotton, um algodão orgânico desenvolvido para melhorar a ventilação do colchão, além do primeiro travesseiro biodegradável produzido em escala industrial no país, com tecnologia BIOVISCO™.
“Diferente dos produtos tradicionais, que podem levar centenas de anos para se decompor em aterros, as novas tecnologias permitem que o produto retorne ao ciclo natural sem deixar resíduos nocivos”, afirma Hélio Silva.
Pressão do consumidor e agenda ambiental
A discussão sobre sustentabilidade também acompanha mudanças no comportamento de consumo. Levantamento da Associação Paulista de Supermercados aponta que 95% dos brasileiros preferem adquirir produtos de empresas que adotam práticas ambientais responsáveis.
Nesse contexto, a adoção de matérias-primas renováveis e tecnologias biodegradáveis passa a ser vista como um diferencial competitivo para a indústria. Além da inovação em materiais, fabricantes também têm ampliado investimentos em iniciativas de gestão ambiental, incluindo programas de neutralização de carbono e projetos de energia renovável.



