Insônia cresce no mundo e atinge mais as mulheres

postado em 14 de Março de 2026 16h00

Distúrbios do sono têm se tornado cada vez mais comuns em diversas regiões do mundo. Dados recentes da Statista Consumer Insights indicam que mais de um terço dos entrevistados relatou algum problema de sono em 25 dos 32 países analisados, evidenciando a dimensão global do fenômeno. 

 

A pesquisa perguntou aos participantes se eles haviam apresentado algum tipo de distúrbio do sono nos 12 meses anteriores ao levantamento. Em praticamente todos os países avaliados, as mulheres relataram problemas com mais frequência do que os homens.

 

Na Suécia, onde os distúrbios do sono aparecem com maior incidência no estudo, 56% das mulheres disseram ter enfrentado problemas para dormir no último ano, contra 45% dos homens.

 

Nos Estados Unidos, a diferença também é significativa: 39% das mulheres relataram distúrbios do sono, frente a 35% dos homens.

 

Especialistas apontam que essa disparidade pode ter múltiplas explicações. Segundo a Sleep Foundation, mulheres e pessoas designadas como do sexo feminino ao nascer apresentam maior probabilidade de desenvolver insônia.

 

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Pesquisadores relacionam esse cenário a uma combinação de fatores biológicos e sociais. Entre eles estão variações hormonais, diferenças nos ciclos de sono ao longo da vida e também aspectos culturais e sociais que podem influenciar níveis de estresse, saúde mental e qualidade do descanso.

 

Além disso, algumas condições de saúde física e emocional, que ocorrem com maior frequência em mulheres, também podem contribuir para taxas mais elevadas de insônia.