Será o fim da cama padrão?

postado em 15 de Janeiro de 2026 16h37

Durante muito tempo, dormir bem foi sinônimo de um bom colchão, um travesseiro confortável e silêncio absoluto. Essa lógica, no entanto, vem mudando. Em 2026, cresce o interesse por novas formas de descanso que vão além do básico e passam a considerar o ambiente, a altura da cama e a relação do corpo com o espaço.

 

Matérias recentes e conversas nas redes sociais apontam uma tendência específica: dormir mais próximo ao chão, seja com camas mais baixas, plataformas minimalistas ou futons. A proposta não surge como solução médica nem como promessa de saúde, mas como uma escolha estética, funcional e cultural, alinhada a estilos de vida mais simples e conscientes. 

 

Dormir diferente: menos fórmula, mais percepção

 

Especialistas em sono costumam reforçar que conforto percebido, alinhamento corporal e sensação de segurança influenciam diretamente a qualidade do descanso — e esses fatores variam bastante de pessoa para pessoa.

 

Nesse contexto, a altura da cama deixa de ser apenas um padrão industrial e passa a fazer parte da experiência. Dormir mais baixo não é apresentado como certo ou errado, mas como uma alternativa que pode fazer sentido para alguns perfis e estilos de vida.

 

A cama baixa como resposta ao excesso

 

Em quartos cada vez mais carregados de móveis, estímulos visuais e tecnologia, a cama baixa aparece quase como um gesto de redução: menos altura, menos estrutura, menos volume visual.

 

Inspirada em referências orientais e no estilo Japandi, essa escolha também responde a questões práticas. Ambientes parecem maiores, a circulação melhora e o quarto transmite mais organização — um ponto relevante, sobretudo em apartamentos compactos.

 

Há ainda um fator subjetivo importante. Muitas pessoas relatam sensação de firmeza, estabilidade e simplicidade ao dormir mais perto do chão, algo que não encontram em camas altas ou muito estruturadas.

 

Menos regra, mais observação

 

Outro motor dessa tendência é o cansaço com o excesso de prescrições sobre o sono. Após anos de aplicativos, gadgets e métricas que prometem noites perfeitas, cresce o interesse por uma abordagem mais direta e intuitiva.

 

A decisão de reduzir a altura da cama ou simplificar o quarto deixa de ser técnica e passa a ser um experimento pessoal. O foco sai da “posição ideal” e vai para a experiência real de descanso.

 

Estudos na área de saúde indicam que não existe uma forma universal de dormir que funcione para todos. Superfícies, posições e ambientes favorecem o descanso de maneiras diferentes, conforme corpo, rotina e contexto.

 

Como essa tendência aparece na prática

 

  • Altura da cama
    Camas mais baixas ou colchões próximos ao chão, escolhidos mais pela sensação de estabilidade do que por promessas de benefício.
  • Ambiente do quarto
    Menos móveis e estímulos visuais, com maior atenção à iluminação, ventilação e materiais.
  • Adaptação pessoal
    Não existe modelo único. Ajustes graduais costumam funcionar melhor do que mudanças radicais.
  • Limites da tendência
    Dormir mais baixo não é para todos e exige atenção à limpeza, mobilidade e qualidade do colchão.

 

O quarto deixa de ser cenário

 

Essa mudança faz parte de uma transformação maior. O quarto passa a ser pensado como um ambiente que ajuda a dormir — e não apenas como um espaço bonito ou funcional.

 

Entram em cena escolhas simples, mas consistentes: menos móveis, iluminação indireta, tecidos naturais, redução de ruídos e estímulos visuais. Nesse contexto, a cama baixa não é o objetivo final, mas uma consequência de um ambiente mais calmo e acolhedor.

 

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Não é solução mágica — e nem para todos

 

Dormir próximo ao chão não vem acompanhado de promessas universais. Pesquisas sobre conforto do sono alertam que superfícies excessivamente rígidas ou mal adaptadas podem gerar desconforto, especialmente em pessoas com dores lombares, articulares ou limitações de mobilidade.

 

Antes de aderir à ideia, é importante considerar alguns pontos:

 

  • superfícies muito duras podem não funcionar para todos
  • camas muito baixas dificultam o movimento para quem tem mobilidade reduzida
  • proximidade do chão exige maior cuidado com limpeza e ventilação

 

Mesmo dentro dessa tendência, um aspecto permanece central: a qualidade do colchão continua sendo determinante, independentemente da altura.

 

Proximidade do chão exige maior cuidado com limpeza e ventilação

 

Dormir diferente como escolha de estilo de vida

 

Talvez o ponto mais relevante dessa discussão seja o enquadramento. Dormir mais baixo não se apresenta como técnica nem como terapia, mas como uma escolha de estilo de vida ligada ao minimalismo, à redução de excessos e a uma relação mais consciente com o próprio ritmo.

Assim como alimentação, exercícios e trabalho, o sono entrou definitivamente no campo das decisões intencionais. Para alguns, isso passa por uma cama mais baixa. Para outros, por reorganizar o quarto ou reduzir estímulos antes de dormir. A pergunta central é a mesma: o que, de fato, ajuda a descansar melhor?

 

Um sinal dos tempos

 

Em 2026, as novas formas de dormir não apontam para um modelo único, mas para uma mudança de postura. Menos fórmulas prontas, menos promessas absolutas e mais atenção ao corpo e ao ambiente.

 

Dormir diferente, no fim das contas, não é seguir uma moda. É repensar hábitos que se tornaram automáticos — e isso diz muito sobre como o descanso vem sendo ressignificado.

 

Texto e imagens de IA com informações www.infomoney.com.br